sábado, 19 de junho de 2010

Em tão pouco tempo?

Tava terminando de ler o livro de Atos hoje e lá no capítulo 26, quando Paulo tava sendo jogado de um lado pro outro para ser julgado pelos comandantes, rei e imperador, ele sempre falava da mensagem que estava anunciando e que o estava levando à prisão. As autoridades não encontravam razões suficientes pra atender o pedido do povo para matá-lo. A única acusação era que Paulo ia contra a religião deles e também sobre um homem que para eles já havia morrido e Paulo afirmava que estava vivo: Jesus. Como não sabiam o que fazer e levavam Paulo de autoridade a autoridade, ele tinha a oportunidade de falar sobre a sua conversão para o povo e para os importantes. Muitos deles creram. Porém, quando Paulo estava diante do rei e falou sobre o que pregava, o rei lhe disse "Você pensa que assim, em tão pouco tempo, vai me tornar cristão?" e a resposta de Paulo é a nossa grande análise: "Pois eu pediria a Deus que, em pouco ou muito tempo, não somente o senhor, mas todos os que estão me ouvindo hoje chegassem a ser como eu, mas sem estas correntes".

O que me chamou a atenção é que eu estava orando pelo evangelismo que faremos amanhã e essa palavra me voltou à cabeça. Somos livres de acusações de autoridades e podemos ir até o povo pra compartilhar a mensagem de vida. É interessante também que Paulo não estava livre das acusações e, por isso, estava diante das autoridades e mesmo assim aproveitou isso pra compartilhar a mensagem com as pessoas mais importantes naquela sociedade. Cadê o medo desse homem? Falar pros pobres e fracos é muito fácil, mas pras grandes personalidades nos falta ousadia. Não nos achamos capazes demais. Afinal, o mais provável é que pessoas assim nos enfrentem com poucas e ferozes palavras, assim como o rei falou com Paulo. As pessoas estão cheias das suas verdades e das suas religiosidades e esse rei era assim também. Paulo estava falando com ele porque sabia que ele conhecia toda a palavra e os profetas, mas não acreditava em Jesus como Senhor e Salvador. Ele até já conhecia Jesus Cristo porque se ele usou a palavra "cristão", sabia do que estava falando. Ele conhecia, ele ouviu falar mais uma vez através de Paulo e mesmo assim admitiu que o coração era duro demais porque pouco tempo não era suficiente para fazê-lo crer. Não é a própria personalidade das pessoas que estão ao nosso redor? A gente prega, às vezes "discute", usa toda o conhecimento, mas parece que o muito que falamos é sempre pouco. E, o mais importante, o muito que testemunhamos também parece pouco.

A resposta de Paulo mostra mais uma vez que a capacidade não é nossa. O nosso dever é ir e pregar. Quem disse que pessoa se tornará cristã naquele momento que você está falando? Paulo disse que pediria a Deus pra que se tornassem como ele, e disse também que não sabia se isso ia demorar muito ou pouco tempo. E quem disse que a palavra que pregamos não atingiu aquela pessoa? Poderíamos nós saber se vai demorar muito ou pouco tempo? É a famosa ilustração da semente que é lançada e que só depois será colhida. É de glória em glória. Seria muito bom se fosse algo prático. Pregou, converteu e pronto. Mas essa responsabilidade de converter não é nossa. A mente humana é fechada demais e busca as lógicas quando as coisas de Deus são loucuras. Nós não podemos fazer alguém compreender. Ainda bem que não porque se isso nos fosse possível, pra quê o Espírito Santo? E, se não tivéssemos Ele, seria triste demais.

O que eu quero mostrar aqui hoje é só mais uma passagem que bate na mesma tecla de sempre, mas parece que nos esquecemos. Nossa missão é ir e pregar, quem convence é o Espírito Santo.

E o que se encaixou pra mim nesse evangelismo de rua é a mesma pergunta que sempre faço e que estava quase que descrita ali: "Deus, como mostrar pras pessoas, em um pequeno tempo ou uma simples abordagem, quem o Senhor é?". Ele responde que se tenho muito ou pouco tempo, é Ele quem faz as pessoas chegarem a ser como eu, filha dEle.

Foi Paulo que usou esse termo no versículo 29. "Que os que estão me ouvindo hoje cheguem a ser como eu, mas sem estas correntes". Ter a vida de Deus é essencial para pregar e então poder dizer "que seja como eu". As correntes de Paulo eram de verdade e ele não queria que ninguém fosse como ele naquele momento de prisão. As pessoas precisam olhar para nós e desejar serem iguais quando estivermos sem as nossas correntes também. Qual corrente tem te impedido de dizer pras pessoas que elas podem ser como você é? Qual pecado? Qual peso? Qual falha? Você é o exemplo pras pessoas que você prega. É quase da mesma forma quando dizem "se o pastor pode, eu posso". Aquela pessoa que sempre te ouve falar será como você. Livre-se das correntes.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Enquanto há tempo!

Nossa vida é recheada de responsabilidades que são necessárias de acordo com o tempo que passa. Um dia eu só precisava mamar no peito da minha mãe... Um pouco depois, eu só precisava brincar todos os dias. Em um outro tempo, a escola era a única preocupação. Hoje minha responsabilidade é a faculdade e tenho outras preocupações. Já preciso saber fazer mais coisas e a me virar em muitas outras também. Enfim, o tempo passa e é natural que haja mais atividades e necessidades em nossas vidas.

O que tenho pensado é o quanto preciso aproveitar antes que chegue alguma outra fase da minha vida e eu tenha menos tempo. Preciso conhecer mais pessoas, me apegar mais, desfrutar mais... Coisas que, em algum momento do meu dia, eu páro e penso "poxa, como eu queria viver isso" e que certamente será muito mais difícil se eu avançar só mais uma fase. Eu ainda não trabalho, mas provavelmente o tempo que me resta é muito pouco antes que isso aconteça. Eu ainda tenho tempo sobrando e isso precisa ser aproveitado. E até mesmo quem já trabalha, tem mais tempo do que quem é casado e tem um cônjuge e uma casa pra cuidar. E quem já cuida disso ainda tem mais tempo do que aquele que tem um filho! E certamente tem mais tempo do que muitas outras pessoas que estão em fases mais avançadas.

Sempre há tempo para aquilo que é prioridade, mas há o que você só pode fazer em determinada época da sua vida. Não perca o tempo, a hora certa de viver aquilo. Não viver o que você quer em uma fase, pode prejudicar o que vem depois. Por exemplo, se meu desejo é madrugar todos os dias, não seria bem realizado na fase da minha vida em que trabalho. Se a vontade é dormir sempre na casa de muitas amigas, não seria bem realizado na minha fase de casada. E, assim, se eu não realizo a vontade no momento certo, vou prejudicar meu trabalho ou meu casamento pra poder satisfazer aquilo depois. Esses são exemplos tão bobos, mas tem tanta gente que abre mão do que é importante pra poder voltar e realizar o que não foi feito atrás.

Não adiante o tempo também. Se sua fase é estudar ou trabalhar, ser apenas jovem... não se preocupe com a fase de ser casado porque o tempo que te sobra é pra viver no seu tempo. A cada dia o seu mal. Guarde as ansiedades daquela fase para quando estiver vivendo nela. Para hoje, simplesmente olhe o que ainda há disponível e que em breve não estará. Aproveite isso para se realizar.

Eu tenho os meus desejos e sei que grande parte tem pouco tempo pra ser realizado e que, depois disso, vou querer viver as outras fases da vida da forma que devem ser. Se eu não realizá-los no tempo que me sobra, algum dia eu posso olhar e dizer "que pena!", mas houve um tempo determinado que passou. Por enquanto, ainda dá tempo! Há o que pode se estender para se cumprir em toda e qualquer fase sim, mas não é tudo. E estou falando daquelas coisas simples, mas que você sempre desejou. Reveja seus desejos, aproveite seu tempo. Pense nisso.

Eu também tenho tempo pra me dedicar muito mais em conhecer Deus através de estudos e palavras, e não posso desperdiçar isso jamais. Mesmo se meu dia fosse muito corrido, eu não poderia deixar de ter tempo pra Ele. Deus está em todos os tempos e fases, mas dependemos da nossa disponibilidade para encontrá-Lo. Que Ele seja preferência e que haja tempo para Ele em todos os nossos tempos.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sabedoria!

Vim só comentar uma coisa muito breve. Tô lendo "O campo de batalha da mente", bestseller da Joyce Meyer, e entre tantas coisas bacanas que o livro ensina sobre o poder dos pensamentos, acabei de ler algo que descreve o que tenho vivido.

"Quando uma pessoa recebe a Cristo como seu Salvador pessoal, o Espírito Santo vem morar nela. A Bíblia nos ensina que o Espírito Santo conhece a mente de Deus. Da mesma maneira que apenas o próprio espírito dentro de uma pessoa é o único que conhece seus pensamentos, o Espírito de Deus é o único que conhece a mente de Deus.
Uma vez que o Espírito Santo habita em nós e uma vez que Ele conhece a mente de Deus, um dos seus propósitos é nos dar a conhecer a sabedoria e revelação de Deus. Essa sabedoria e essa revelação são concedidas ao nosso espírito e nosso espírito, então, ilumina os olhos do nosso coração, que é a mente. O Espírito Santo faz isso para que possamos entender em um nível prático o que está sendo ministrado a nós espiritualmente. [...]
O Espírito Santo dá informação de Deus ao espírito da pessoa e se o espírito e a mente estiverem se auxiliando mutuamente, então eles poderão andar em sabedoria e revelação. Mas se a sua mente estiver muito ocupada, ela perderá o que o Senhor está tentando revelar-lhe por meio do Seu Espírito."

Tenho vivido esse momento de sabedoria e revelação de Deus! Que prazer! É muito bom olhar pras coisas e conseguir compreender o quê está por trás daquilo. É claro que eu ainda sei muito pouco, mas o que tenho aprendido tem me feito muito feliz por apenas saber. Reconheço isso como um privilégio que Deus tem me dado. Ou, talvez, Ele queria fazer isso há muito tempo e só agora eu tenho dado liberdade pra Ele me ensinar.
É como se tivesse começando a comer a comida sólida descrita em I Coríntios 3:2 e eu já pudesse entender as coisas como alguém espiritual, e não como carnal. Claro que eu acreditava que já comia da comida sólida há muito tempo, mas agora vejo como era pouco. Talvez algum dia eu olhe e imagine que o que eu sei hoje é pouquinho também... E espero mesmo que isso aconteça porque quero sempre saber mais!
Outra compreensão também é quando Jesus fala que não os chama mais de servos porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor, mas os chama de amigos porque estes tem conhecido o que o Pai falou. Tô me sentindo mais amiga!
A bíblia sempre diz pra pedir sabedoria, sabedoria e sabedoria. É o que eu mais quero agora. O prazer de saber e compreender as coisas de Deus é bom demais. E não sou a única... Tenho dividido essa sensação com algumas pessoas. Eu não conseguiria descrever pra vocês tudo que tenho aprendido porque talvez não seja o momento de vocês aprenderem também, mas quero motivar vocês a buscarem a sabedoria de Deus. Eu tô nesse caminho e vou seguindo com vocês! Sei tããão pouquinho, mas é o suficiente pra eu saber que é bom saber!

Claro, tenho aprendido também que "a quem muito é dado, muito será cobrado" (Lc 12:48)... Mas vale a pena!

"E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente" (Tg 1:5)

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Servir .

Eu nunca saberei o preço dos meus pecados lá na cruz... É o que eu tô escutando nesse momento. Tava assistindo uns vídeos no youtube e vi lá "Lava-pés XI Congresso Diante do Trono". Cliquei e tô aqui chorando enquanto revejo essas cenas. Eu estava lá e chorei muito mais do que agora, pode ter certeza. rs... Cara, é lindo! É lindo! Não há como descrever.

O amor de Jesus não foi demonstrado só naquele momento na cruz. Por onde Jesus passava, estava o amor. Ele servia. Ele, o maior de todos, se fez o menor. Ele, o maravilhoso a quem adoramos, escolheu nos servir ao invés de ser servido. Ele, o Senhor, lavou os pés de seus discípulos. Ele foi e é o nosso maior referencial. Ele nos deixou os Seus passos, o Seu exemplo.
Nós ansiamos muito a glória de Deus, a presença manifesta dEle e ainda bem que esse desejo faz parte das nossas vidas, mas pouco temos compreendido sobre essa glória. Orar é pouco, jejuar é pouco, ir à igreja é pouco. Eu me abusaria mais um pouco em dizer que adorar não é suficiente, dar bom testemunho não é suficiente. O exemplo maior do nosso Senhor foi amar, servir. Nenhuma adoração ou bom testemunho é completo quando a vida não produz amor e serviço. A glória é servir. É dessa forma que Deus se manifesta e que nós podemos olhar e ver Deus na vida de alguém. É servindo. E não há glamour nenhum nisso! É humilhação mesmo!

Naquele momento ali do Congresso, a Ana explicou o que aconteceria e disse que, enquanto a canção tocasse, eles lavariam os pés das nações e estados representados ali e nós lavaríamos os pés uns dos outros. Eu fiquei surpresa e esperando o momento em que as coisas entrariam "no clima" e eu participaria daquilo, mas não foi assim. A música começou a tocar do nada e eu estava ali com o lenço umedecido na mão e nada emocional me motivou. Eu abaixei a cabeça, orei e uma senhora do banco da frente começou a lavar os meus pés. E aí não tem como explicar. É como se o próprio Senhor estivesse ali fazendo aquilo e é o que verdadeiramente o amor dEle faz. Ele escolheu me amar, se entregar e se humilhar por mim. Eu não sei como descrever tudo aquilo que aconteceu naquele minuto, mas era amor. Eu pude receber um pouco mais da compreensão do amor de Deus. Eu não conhecia aquela senhora e o que eu recebi naquele instante foi a representação de Jesus e seus discípulos de uma forma mais clara e real, foi demais. Depois foi diferente. Chegou o meu momento de lavar os pés e a pessoa era conhecida, era a minha amiga. Que prazer poder compartilhar desse momento com pessoas que amamos, que vontade de ter todo mundo ali! Se antes Deus me revelou o Seu amor, agora me revelava o amor ao próximo... A forma que Ele realmente ensinou sobre amar o próximo. A bíblia tá recheada de versículos que dizem pra considerarmos os nossos irmãos superiores a nós mesmos e isso se torna compreensível num momento desses. Era amor puro fluindo de mim. Desejo de servir, servir e servir. É como se, ao chegarmos a compreensão de que amamos as pessoas para servi-las, Deus ungisse esses relacionamentos, sabe?! E acredito que seja assim mesmo. Depois foram os pés do meu primo e isso carrega toda uma representação familiar. Que prazer viver aquele momento!

É claro que essa representação nos ajuda a compreender muito mais, mas não quer dizer que o essencial seja sair lavando o pé das pessoas por aí. Eu acharia lindo que esse momento se tornasse um memorial em nossas igrejas assim como é a ceia, mas isso não poderia se tornar um ritual. Nós temos aturado as pessoas e é realmente muito difícil amar e servir a todos, mas esse continua sendo o exemplo deixado por Jesus. Nós que queremos tanto a glória de Deus em nosso meio, devemos aprender a servir. Somente servir. É um prazer lavar os pés de quem amamos ou até mesmo de um desconhecido, mas muito difícil seria lavar os pés de alguém que a gente não tem tanta simpatia assim. Judas estava ali entre as pessoas que Jesus lavou os pés, amou e serviu.

Eu oro pra que eu consiga agir dessa forma. Eu tenho me ajustado a participar de ministérios só quando eu consigo realmente servir. Se todas as minhas certezas são fortes demais e eu não posso servir completamente, eu não posso estar ali. Eu preciso aprender a servir porque eu sei que é servindo que as pessoas enxergarão Jesus na minha vida.

Isso que é adoração. Serviço é que é adoração.

sábado, 10 de abril de 2010

Batendo um papo...

Cada vez mais eu aumento o intervalo de tempo em que passo aqui. Talvez porque eu tenho pensado tanto, mas não tenho conseguido organizar esses pensamentos. E também porque muitas coisas que poderiam virar posts se resumiram facilmente em partes de 140 caracteres e acabaram parando no twitter mesmo. Mas hoje eu tô aqui de novo. Qual a razão? Nenhuma. Tenho aprendido muita coisa que tem se confirmado por onde eu vou, mas só depois quero escrever sobre isso. Hoje esse papo aqui não tem direção, só quero escrever... Bater um papo! Ninguém online pra conversar, fazer o quê?! rs. Eu tenho costume de fazer isso... De escrever o que tô pensando em cadernos, word, celular, etc. Hoje é aqui no blog. Claro que, por ser aqui, não vai ter nada de tão interessante quanto aos desabafos escritos onde ninguém lê. Mas vale, né?!

A gente aprende muito que é melhor ser um livro a ser explorado do que um outdoor totalmente exposto. Aprendi a concordar somente em partes com isso. Não acho legal o tipo de pessoa que se expõe tanto em um único momento, mas faz muito mal às pessoas ser um livro onde não há exploração. O mundo tá carente de ser ouvido. E se, talvez, usar a palavra "mundo" parece soar àqueles que vivem a parte do Reino de Deus, não. Não são só esses. Nós, Igreja, também estamos carentes de sermos ouvidos. Parece constrangedor admitir isso porque, se temos um relacionamento com Deus, como temos falta de sermos ouvidos?! Deus preza pela nossa comunhão. Foi Ele quem deu direção a Paulo quando escreveu "Confessem suas culpas uns aos outros e orem uns pelos outros para que sejam curados" (Tg 5:16). A minha ideia aqui hoje não era trazer algo sobre o que tenho pensado, mas, já que fluiu assim, essa foi uma das coisas que pensei ultimamente e ouvi uma palavra esclarecedora: Confessamos a Deus para sermos perdoados, mas aos nossos irmãos para sermos curados. Uma coisa completa a outra. Não tem como fugir de alguma parte! Creio que, por esse motivo, a Igreja tem se sentido presa. Conversamos com Deus e somos perdoados, mas continuamos pesados porque não temos a oportunidade de conversar com alguém e sentir alívio por suprir a necessidade daquele "só precisava falar". Temos sido um livro, mas sofremos por não haver exploradores. Às vezes, desesperadamente, viramos um outdoor pra que possamos ser ouvidos e compreendidos até por pessoas que mal conhecemos. Muitos amigos virtuais nascem porque aparecem ali naquele momento que alguma coisa precisava ser dita, mas o problema é que corremos riscos quando é assim.

Não sei quanto a vocês, mas eu tenho sido um livro... Um livro com anseio de ser explorado para ser mais curado. Tenho saudade de ouvir e de ser ouvida também. Sei que não sou a única! Sei que não é nada tão difícil porque conversar é um prazer... Só precisamos nos dispor a ter conversas que trazem cura, a desabafar mais. É uma pena que, pra tantas pessoas, o travesseiro tenha ocupado o lugar de uma pessoa.
Meu anseio e oração é pra que tenhamos mais oportunidades de ouvir e sermos ouvidos, de orarmos uns pelos outros... De que sejamos curados!

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sábado, 27 de março de 2010

[Caso Nardoni] O Teu amor toca quem ninguém quer mais tocar...

E o casal Nardoni foi condenado. Já imaginava que isso fosse acontecer e torcia pra que a justiça fosse feita, mas o que eu não imaginava também aconteceu.
Cheguei correndo em casa pra ouvir a sentença e fiquei chocada quando me imaginei naquela situação: condenados por 31 e 26 anos. Uau. Esperar os 40 dias que antecedem o Congresso demorou pra mim, imagina esperar 31 anos pela liberdade. Meu coração se entristeceu por essa situação. É triste saber quantas pessoas olham pro futuro através de grades. E eu que me entristeço por um final de semana presa em casa!

Me lembrei também da canção "O Teu Amor", do Diante do Trono 11. No vídeo com a prévia dessa música, a Ana Paula falou sobre o que a motivou a compor. "Estávamos vivendo, no Brasil, uma comoção muito grande pelo assassinato da pequena Isabella. Eu sei que a Isabella está com o Senhor e tenho orado pela sua mãe, mas o Senhor me perguntou: 'Você tem coragem de orar pelo pai e pela madrasta dela? Você tem coragem de amá-los?', e aquilo pesou muito no meu coração e eu disse 'o Teu amor, Senhor Jesus, é incomparável'."

Uau. Esse é o amor de Deus: toca quem ninguém quer mais tocar. Não acho bonito ver uma multidão comemorando a desgraça de alguém e até mesmo soltando fogos. Me lembro bem de uma situação parecida descrita nos evangelhos... Mas Jesus não era culpado. A justiça está de parabéns dessa vez, é claro, mas o que quero dizer é que Deus ama esses safados! Ainda que eles tenham escolhido frustrar os planos de Deus pra vida deles, são amados do Pai e ainda têm uma chance... Estão vivos. E a verdade é que Deus não ama mais a gente do que ama a eles. Meu Deus, que amor é esse?! É incomparável, irresistível. Vai mais além do que eu possa imaginar.

E o amor de Deus também transforma. Eles precisam colher o que plantaram, mas há anseio no meu coração em orar pra que Deus os transforme. Participar de um grupo de oração como a Jatobá fazia não muda nada. Se tivesse mudado alguma coisa, teria confessado o crime. Precisam conhecer mais que rituais, precisam ser amados! Mas quem os amaria quando o mundo todo os condena? Agiríamos nós da mesma forma? Creio que grandes exemplos de canalhice precisam ser amados pela Igreja para que virem um grande testemunho de transformação.

"Mesmo que não tenhamos matado alguém ou cometidos pecadões, nós todos fomos amados por Ele nas nossas mentiras, nas nossas hipocrisias e motivações erradas. Todos nós fomos alcançados pela graça, por esse amor. Enquanto a gente não percebe isso, a gente acha que é melhor do que os outros. Mas Jesus nos amou e ama a todos."

Pra finalizar, olhei pra Jesus ali na cruz. O meu Jesus morreu por causa deles. Ele levou sobre si a culpa dos Nardonis! Meu Deus!! O sacrifício também foi por eles!! Como, Senhor?! Imagino como se falassem a eles "Vocês são culpados" e Jesus dissesse "Deixa que eu pago por isso, vai restar a vocês uma pequena dose do meu cálice".

"Ninguém tem maior amor: dar a vida pelo pecador [...] O Teu amor, Senhor Jesus, não tem limites. É incomparável, irresistível. Ninguém é mais o mesmo ao se encotrar Contigo. [...] O Teu amor toca quem ninguém quer mais tocar."

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nosso símbolo de reverência

Faz um bom tempo que Deus chamou minha atenção à uma situação tão comum e, naquela época, eu escrevi sobre isso. Hoje resolvi compartilhar essa minha simples e importante observação.

É de costume ver pessoas ao nosso redor fazendo o sinal da cruz quando passam por um de seus templos, por um cemitério, em suas petições e em outras coisas que eu desconheço. Usado pelos católicos, esse sinal simboliza respeito e reverência. Um dia, observei mais uma dessas cenas e, de certa forma, os admirei pela reverência. Ali, no meio de todo mundo, reverenciaram. E não importa mesmo onde estejam, a correria e etc, eles seguem a tradição. Pensei, então, por que um símbolo de reverência não faz parte dos costumes evangélicos? Pode haver uma resposta muito teológica pra isso, mas entendi que a reverência que prestam a seus deuses, santos e afins, é momentânea. São apenas imagens. São santos e templos construídos pelas mãos dos homens! Essas pessoas passam por ali, reverenciam seu 'deus' através desse sinal e pronto. Acabou.

Consegue perceber onde está a diferença? Nós somos o próprio Templo porque o Espírito Santo vive em nós. De que valeria usar um símbolo de reverência só às vezes se nós não passamos por Ele, mas Ele está em nós? O símbolo de reverência ao nosso Deus é a nossa vida em todo tempo. Cada palavra, atitude ou pensamento é o nosso sinal da cruz. É o que nós falamos, fazemos e pensamos que mostrará às pessoas o Deus a quem reverenciamos. Nós somos o sinal da Cruz.

Hoje eu ouvi mais uma coisa que não pretendo esquecer: "A nossa intimidade com Deus não pode ferir a nossa reverência a Ele". É bem comum que a nossa intimidade com as pessoas traga um pouco da falta de respeito, delicadeza ou cuidados... Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre. O mesmo Deus que mandou que Moisés tirasse a sandália dos pés porque ele estava em um lugar santo, é o Deus que nos abraça e faz festa por nós. Deus é nosso Pai, mas também é nosso Senhor.

Seja livre na presença do seu Pai, mas saiba dividir as coisas.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A influência da música (Pr. Cris)

Um pedacinho (nem tão pequeno assim!) super interessante da entrevista do Pr. Cris (da banda Filhos do Homem). Ele fala sobre a relação entre Deus e a música, técnicas na música que se comparam a Deus, a influência da música e o poder dela. Além disso, uma definição muito legal daquele papo sobre crente e música secular. Eu gostei e indico a entrevista toda. Quem quiser ver tudo, o link tá lá no final. Deus abençoe. Volto em breve porque tenho aprendido muita coisa! Segue aí:

• Dentro da questão musical secular, há uma afirmação muito interessante que diz: “Nem toda música religiosa é boa e nem toda música secular é má”. E, dentro deste contexto, concluí-se o seguinte: “O problema não está na música em si, mas na inspiração de quem a canta ou a toca. Agora, se isso de fato é verídico, pode esta inspiração, de alguma forma, ser contagiosa a quem a escuta? Ou podemos afirmar que o ato de escutar simplesmente não atinge noscivamente nenhum aspecto da espiritualidade do indivíduo?

[Cristiano Batiston] - Não. Deus criou a música para influenciar a alma do homem. Não é a toa que são 7 notas musicais, 7 espíritos de Deus, 7 dias da criação, e o ultimo dia é o dia do descanso. Você pega uma harmonia musical e vai perceber que a música é composta de uma tríade: tônica, terça e quinta. E a tônica você vê que é a criação de Deus. Deus é composto de uma tríade: Pai, Filho e Espírito Santo. Você vê que civilizações que não crêem em Cristo, na ressurreição, tocam músicas sem a terça maior, isto é, com a terça menor morta. Por exemplo, você percebe que as músicas de Israel, até as alegres, são todas em tons menores. As melodias são tristes porque a cultura influencia a música diretamente e vice-versa. Em Israel, nunca se usa uma terça maior porque a terça representa o Filho, o Messias, que para eles não veio ainda.

No canto gregoriano não se usava terça e notas dissonantes. Só se usava quinta e a sétima nota, que a gente chama de “A nota que prepara o descanso”. Quando você dá uma sétima maior, você tem uma nota de descanso. Não é a toa que o sétimo dia é o dia da perfeição e do descanso do Senhor. Então, a música está profundamente ligada à criação, à personalidade de Deus. Deus inventou a música para que lugares onde o coração do homem não se abre, fossem abertos, e o diabo sabe usar bem todas as coisas que Deus criou. Então, quando uma pessoa compõe uma música, naquela música a alma da pessoa está colocada. Assim como se coloca a impressão digital em um vidro. Se aquela pessoa foi influenciada por um desejo sexual, da mesma forma a música vai levar as pessoas a um desejo sexual. Se ela foi influenciada por uma amargura, a música vai gerar amargura no coração das pessoas. Eu não creio nisso como crente, eu creio nisso como músico, como artista, como alguém que estudou para aprender a gerar sentimentos nas pessoas. Não é que eu tenha uma teoria, é que eu sei. E hoje tem gente que diz "Ah, mas música cristã... Hoje não tem música boa para ouvir". Outro dia um guitarrista falou para mim assim: “Eu preciso ouvir música do mundo porque no meio evangélico não tem guitarrista para estudar". Se você conseguir tirar todos os solos do Roger, do David Quinlan e do Juninho Afran, aí depois que você tirar todos os solos deles e tocar tudo que eles tocam, aí sim você pode dizer para mim que vai procurar no mundo e eu ainda vou questionar, porque tem muito guitarrista crente bom. Assim é com baixista, com baterista... Por isso que os Filhos do Homem estão montando um material de estudo agora. Já tem o primeiro vídeo aula "Tocando baixo com Jadão". Estamos preparando bateria, guitarra... Para que o crente saiba que tem música boa no meio evangélico e não venha com esta desculpa de que "eu tenho que ouvir música".

Tem uma entrevista do Kate Richard falando de uma música do Rollings Stones onde lhe é perguntado: “Como é que você compôs esta música?" - "Ah, eu não sei. Eu apaguei a noite e, quando eu acordei, meus anjos e meus demônios tinham escrito a música para mim”. Aí o crente babacão vai lá e ouve. A mesma coisa com U2 que prega metade evangelho, metade durma com todo mundo e faça o que quiser da cabeça. E a crentaiada velha, comendo. "Ah, mas ele fala coisas tão bonitas". E a crentaiada segue comendo as coisas que vêm do coração do diabo porque parecem com as coisas que vêm do coração de Deus. Por isso eu não só trago uma teoria, mas eu afirmo para você que a música influencia a alma, influencia a espiritualidade, influencia a maneira de a pessoa pensar. Exemplo disso? O Japão. Há 20 anos era uma das culturas mais fechadas do mundo. O adolescente quando reprovava no colégio, se suicidava. Hoje o Japão é a fotografia de Madonna. Ela foi considerada a rainha do Japão porque em 10 anos a música da Madonna transformou a cultura japonesa em uma cultura libertina, em uma cultura sensual, e assim a música influenciou uma nação inteira. A música influencia os EUA inteiro, o Brasil inteiro.

Eu já fiz libertação onde a gente só conseguiu expulsar demônio com uma música de adoração. Já vi libertação onde, toda vez que a pessoa ouvia uma determinada música secular, ficava endemoniada e o demônio dizia "não, ela é minha". Uma vez um demônio olhou para mim e falou assim: "você não pode me expulsar, ela me cultua". Eu disse: "como assim, ela te cultua? Ela é crente, ela toca no louvor". E ele disse assim: "Ela escuta as músicas que eu cômpus". Então são minhas experiências pessoais, entendeu? Deus se sente cultuado quando a gente canta as músicas dEle, assim como o diabo.

[...] Mas, assim, a tua adoração é formada de tudo que entra pelos teus ouvidos e pelos teus olhos, tudo que entra na tua alma quando você vai adorar. Deus sente o cheiro, eu creio. Muita gente não crê, mas eu creio num nível de adoração de pessoas totalmente consagradas ao Espírito Santo. Eu não páro para curtir, para escutar música secular. Eu já fiz muito isso, mas hoje faz 9 anos que não faço mais. Ah, mas é pecado escutar música secular? Não. Quem falou que é pecado? Não estou dizendo que é pecado, estou dizendo que é um principio, que eu e minha equipe seguimos e tem funcionado na nossa vida. E atribuímos o nosso sucesso a Deus, e ao nosso desejo de sermos consagrados. Nós somos meio fanáticos. Somos daqueles que, para beijar na boca, namoram. Quem quer, fica. Quem não quer, fica a vontade para fazer o que está no coração.

[...] “Sejam pequenos sempre. Se vocês forem pequenos, Deus poderá levá-los onde Ele quiser. Se forem muito grandes, começam a ocupar espaço.”

Entrevista completa:
http://ozielfalves.blogspot.com/2007/04/entrevista-filhos-do-homem_16.html

sábado, 23 de janeiro de 2010

Onde ninguém vê, seja curado.

Nesse instante estou acompanhando uma ministração ao vivo onde o povo clama "Médico dos médicos" em uma só voz. E a minha voz se juntou a deles. Tenho clamado por cura sim, mas uma cura que vai além da cura física e é tão ou mais importante. Há tantas pessoas feridas emocionalmente, feridas no seu relacionamento com Deus e com outras pessoas, feridas nos seus sonhos e gente que se fere constantemente por causa de si mesmo, da sua autocondenação.

Quando a Palavra diz em Is 53:5 que somos curados por meio do que Jesus sofreu, não costumamos imaginar a grandeza do significado dessa cura que é nossa por herança. Em cada palavra ou atitude que nos fere, podemos ser curados. Creio que a mania de reduzir os fatos a nada nos faz mais doentes. Passamos por situações que os outros julgam ser simples demais e, por isso, guardamos o que dói em nós. Não quero dizer que devemos colocar o foco nessas coisas, mas que o que nos faz mal não foi feito para permanecer em nós. Jesus levou sobre si e isso não deve ser em vão. De muito ajuntar pedras, a passagem será fechada. O que eu quero dizer é: a cada dia, permita-se ser curado. Antes que os dias passem e você ache que esqueceu, seja curado. Aquilo que te feriu não será esquecido até que seja liberto. Se você não entende, eu posso explicar melhor. Há pouco mais de três anos, eu fui liberta de uma palavra que me feriu há mais de cinco anos. Eu achava que tinha esquecido e que aquilo não tinha mais importância já que tudo estava bem, mas Deus me mostrou a verdade. Diante de pessoas, Ele me fez lembrar do que tinha esquecido e eu precisei perdoar para ser curada. Tanto tempo depois, não acreditei que poderia ser aquilo que Deus queria sarar em mim! O que nos fere hoje não precisa ser carregado por anos! Seja livre hoje.

Os nossos relacionamentos precisam ser curados. A transparência precisa prevalecer, o perdão precisa ser real e ser nosso diferencial. Precisamos ser curados não somente no que pensamos sobre as pessoas, mas também no que pensamos sobre nós mesmos. Ainda que falhos, somos alcançados pela graça de Deus que nos perdoa. Nós realmente não merecemos nada e somos nada, mas somos amados por Deus e isso nos faz muito. Do mais falho ao mais correto, somos amados e somos muito. Devemos mesmo nos sentir culpados às vezes para repararmos nossas falhas, mas autocondenação é uma mentira que temos sobre nós. Sabe, o prazer de Deus não está em pessoas que se julgam corretas, mas em pessoas que falham e se arrependem. Por essas, há festa no céu. O homem segundo o coração de Deus era falho, mas se arrependia. A palavra diz em Jr 29:11 que Deus é quem bem sabe os pensamentos que tem a nosso respeito e são pensamentos de paz, não de mal. Diante disso, como poderíamos nós nos autocondenarmos? Mas fazemos isso. Autocondenação não é humildade, é humilhação.

São tantas coisas que temos em nós que precisam ser curadas! Em tudo, podemos e devemos ser curados. A sua cura emocional, a cura dos seus sonhos, dos seus pensamentos, das suas atitudes, dos seus relacionamentos... Todas essas doenças tem uma única fonte de cura. A Sua palavra em Ez 47:9 garante que por onde Ele passar, trará vida e cura. Não se engane quanto a essa fonte... Não são festas, não são filmes, não são músicas, não são pessoas diferentes, não é uma distração momentânea qualquer. É Aquele que já levou sobre Si todas essas coisas, que já nos fez curados há muito tempo. Mas você precisa tomar posse hoje. A sua cura é seu direito e herança. Tão somente abra o seu coração e O mantenha por perto. Seja sincero quanto a sua dor assim que ela aparecer, se renda à presença dEle e será verdadeiramente curado. E você também vai aprender que o maior prazer não é ser curado, é tê-Lo presente para te curar.

Onde ninguém vê, seja curado. Fisicamente, Ele também pode te curar.
Ele é maravilhoso.

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Todo o crescimento está ...

"Sabe, recentemente, quando eu estava fazendo uma pesquisa geológica, notei uma coisa interessante a respeito da maneira como o mundo é feito. Nossa equipe escalou a montanha mais alta da região e a vista nos deixou emocionados. As experiências no alto da montanha são magníficas. No entanto, nessa altitude as árvores não conseguem sobreviver. No topo da montanha nada cresce, mas quando olhamos para baixo notamos uma coisa interessante: todo o crescimento está nos vales."

Mark W. Baker