sábado, 27 de março de 2010

[Caso Nardoni] O Teu amor toca quem ninguém quer mais tocar...

E o casal Nardoni foi condenado. Já imaginava que isso fosse acontecer e torcia pra que a justiça fosse feita, mas o que eu não imaginava também aconteceu.
Cheguei correndo em casa pra ouvir a sentença e fiquei chocada quando me imaginei naquela situação: condenados por 31 e 26 anos. Uau. Esperar os 40 dias que antecedem o Congresso demorou pra mim, imagina esperar 31 anos pela liberdade. Meu coração se entristeceu por essa situação. É triste saber quantas pessoas olham pro futuro através de grades. E eu que me entristeço por um final de semana presa em casa!

Me lembrei também da canção "O Teu Amor", do Diante do Trono 11. No vídeo com a prévia dessa música, a Ana Paula falou sobre o que a motivou a compor. "Estávamos vivendo, no Brasil, uma comoção muito grande pelo assassinato da pequena Isabella. Eu sei que a Isabella está com o Senhor e tenho orado pela sua mãe, mas o Senhor me perguntou: 'Você tem coragem de orar pelo pai e pela madrasta dela? Você tem coragem de amá-los?', e aquilo pesou muito no meu coração e eu disse 'o Teu amor, Senhor Jesus, é incomparável'."

Uau. Esse é o amor de Deus: toca quem ninguém quer mais tocar. Não acho bonito ver uma multidão comemorando a desgraça de alguém e até mesmo soltando fogos. Me lembro bem de uma situação parecida descrita nos evangelhos... Mas Jesus não era culpado. A justiça está de parabéns dessa vez, é claro, mas o que quero dizer é que Deus ama esses safados! Ainda que eles tenham escolhido frustrar os planos de Deus pra vida deles, são amados do Pai e ainda têm uma chance... Estão vivos. E a verdade é que Deus não ama mais a gente do que ama a eles. Meu Deus, que amor é esse?! É incomparável, irresistível. Vai mais além do que eu possa imaginar.

E o amor de Deus também transforma. Eles precisam colher o que plantaram, mas há anseio no meu coração em orar pra que Deus os transforme. Participar de um grupo de oração como a Jatobá fazia não muda nada. Se tivesse mudado alguma coisa, teria confessado o crime. Precisam conhecer mais que rituais, precisam ser amados! Mas quem os amaria quando o mundo todo os condena? Agiríamos nós da mesma forma? Creio que grandes exemplos de canalhice precisam ser amados pela Igreja para que virem um grande testemunho de transformação.

"Mesmo que não tenhamos matado alguém ou cometidos pecadões, nós todos fomos amados por Ele nas nossas mentiras, nas nossas hipocrisias e motivações erradas. Todos nós fomos alcançados pela graça, por esse amor. Enquanto a gente não percebe isso, a gente acha que é melhor do que os outros. Mas Jesus nos amou e ama a todos."

Pra finalizar, olhei pra Jesus ali na cruz. O meu Jesus morreu por causa deles. Ele levou sobre si a culpa dos Nardonis! Meu Deus!! O sacrifício também foi por eles!! Como, Senhor?! Imagino como se falassem a eles "Vocês são culpados" e Jesus dissesse "Deixa que eu pago por isso, vai restar a vocês uma pequena dose do meu cálice".

"Ninguém tem maior amor: dar a vida pelo pecador [...] O Teu amor, Senhor Jesus, não tem limites. É incomparável, irresistível. Ninguém é mais o mesmo ao se encotrar Contigo. [...] O Teu amor toca quem ninguém quer mais tocar."

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nosso símbolo de reverência

Faz um bom tempo que Deus chamou minha atenção à uma situação tão comum e, naquela época, eu escrevi sobre isso. Hoje resolvi compartilhar essa minha simples e importante observação.

É de costume ver pessoas ao nosso redor fazendo o sinal da cruz quando passam por um de seus templos, por um cemitério, em suas petições e em outras coisas que eu desconheço. Usado pelos católicos, esse sinal simboliza respeito e reverência. Um dia, observei mais uma dessas cenas e, de certa forma, os admirei pela reverência. Ali, no meio de todo mundo, reverenciaram. E não importa mesmo onde estejam, a correria e etc, eles seguem a tradição. Pensei, então, por que um símbolo de reverência não faz parte dos costumes evangélicos? Pode haver uma resposta muito teológica pra isso, mas entendi que a reverência que prestam a seus deuses, santos e afins, é momentânea. São apenas imagens. São santos e templos construídos pelas mãos dos homens! Essas pessoas passam por ali, reverenciam seu 'deus' através desse sinal e pronto. Acabou.

Consegue perceber onde está a diferença? Nós somos o próprio Templo porque o Espírito Santo vive em nós. De que valeria usar um símbolo de reverência só às vezes se nós não passamos por Ele, mas Ele está em nós? O símbolo de reverência ao nosso Deus é a nossa vida em todo tempo. Cada palavra, atitude ou pensamento é o nosso sinal da cruz. É o que nós falamos, fazemos e pensamos que mostrará às pessoas o Deus a quem reverenciamos. Nós somos o sinal da Cruz.

Hoje eu ouvi mais uma coisa que não pretendo esquecer: "A nossa intimidade com Deus não pode ferir a nossa reverência a Ele". É bem comum que a nossa intimidade com as pessoas traga um pouco da falta de respeito, delicadeza ou cuidados... Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre. O mesmo Deus que mandou que Moisés tirasse a sandália dos pés porque ele estava em um lugar santo, é o Deus que nos abraça e faz festa por nós. Deus é nosso Pai, mas também é nosso Senhor.

Seja livre na presença do seu Pai, mas saiba dividir as coisas.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A influência da música (Pr. Cris)

Um pedacinho (nem tão pequeno assim!) super interessante da entrevista do Pr. Cris (da banda Filhos do Homem). Ele fala sobre a relação entre Deus e a música, técnicas na música que se comparam a Deus, a influência da música e o poder dela. Além disso, uma definição muito legal daquele papo sobre crente e música secular. Eu gostei e indico a entrevista toda. Quem quiser ver tudo, o link tá lá no final. Deus abençoe. Volto em breve porque tenho aprendido muita coisa! Segue aí:

• Dentro da questão musical secular, há uma afirmação muito interessante que diz: “Nem toda música religiosa é boa e nem toda música secular é má”. E, dentro deste contexto, concluí-se o seguinte: “O problema não está na música em si, mas na inspiração de quem a canta ou a toca. Agora, se isso de fato é verídico, pode esta inspiração, de alguma forma, ser contagiosa a quem a escuta? Ou podemos afirmar que o ato de escutar simplesmente não atinge noscivamente nenhum aspecto da espiritualidade do indivíduo?

[Cristiano Batiston] - Não. Deus criou a música para influenciar a alma do homem. Não é a toa que são 7 notas musicais, 7 espíritos de Deus, 7 dias da criação, e o ultimo dia é o dia do descanso. Você pega uma harmonia musical e vai perceber que a música é composta de uma tríade: tônica, terça e quinta. E a tônica você vê que é a criação de Deus. Deus é composto de uma tríade: Pai, Filho e Espírito Santo. Você vê que civilizações que não crêem em Cristo, na ressurreição, tocam músicas sem a terça maior, isto é, com a terça menor morta. Por exemplo, você percebe que as músicas de Israel, até as alegres, são todas em tons menores. As melodias são tristes porque a cultura influencia a música diretamente e vice-versa. Em Israel, nunca se usa uma terça maior porque a terça representa o Filho, o Messias, que para eles não veio ainda.

No canto gregoriano não se usava terça e notas dissonantes. Só se usava quinta e a sétima nota, que a gente chama de “A nota que prepara o descanso”. Quando você dá uma sétima maior, você tem uma nota de descanso. Não é a toa que o sétimo dia é o dia da perfeição e do descanso do Senhor. Então, a música está profundamente ligada à criação, à personalidade de Deus. Deus inventou a música para que lugares onde o coração do homem não se abre, fossem abertos, e o diabo sabe usar bem todas as coisas que Deus criou. Então, quando uma pessoa compõe uma música, naquela música a alma da pessoa está colocada. Assim como se coloca a impressão digital em um vidro. Se aquela pessoa foi influenciada por um desejo sexual, da mesma forma a música vai levar as pessoas a um desejo sexual. Se ela foi influenciada por uma amargura, a música vai gerar amargura no coração das pessoas. Eu não creio nisso como crente, eu creio nisso como músico, como artista, como alguém que estudou para aprender a gerar sentimentos nas pessoas. Não é que eu tenha uma teoria, é que eu sei. E hoje tem gente que diz "Ah, mas música cristã... Hoje não tem música boa para ouvir". Outro dia um guitarrista falou para mim assim: “Eu preciso ouvir música do mundo porque no meio evangélico não tem guitarrista para estudar". Se você conseguir tirar todos os solos do Roger, do David Quinlan e do Juninho Afran, aí depois que você tirar todos os solos deles e tocar tudo que eles tocam, aí sim você pode dizer para mim que vai procurar no mundo e eu ainda vou questionar, porque tem muito guitarrista crente bom. Assim é com baixista, com baterista... Por isso que os Filhos do Homem estão montando um material de estudo agora. Já tem o primeiro vídeo aula "Tocando baixo com Jadão". Estamos preparando bateria, guitarra... Para que o crente saiba que tem música boa no meio evangélico e não venha com esta desculpa de que "eu tenho que ouvir música".

Tem uma entrevista do Kate Richard falando de uma música do Rollings Stones onde lhe é perguntado: “Como é que você compôs esta música?" - "Ah, eu não sei. Eu apaguei a noite e, quando eu acordei, meus anjos e meus demônios tinham escrito a música para mim”. Aí o crente babacão vai lá e ouve. A mesma coisa com U2 que prega metade evangelho, metade durma com todo mundo e faça o que quiser da cabeça. E a crentaiada velha, comendo. "Ah, mas ele fala coisas tão bonitas". E a crentaiada segue comendo as coisas que vêm do coração do diabo porque parecem com as coisas que vêm do coração de Deus. Por isso eu não só trago uma teoria, mas eu afirmo para você que a música influencia a alma, influencia a espiritualidade, influencia a maneira de a pessoa pensar. Exemplo disso? O Japão. Há 20 anos era uma das culturas mais fechadas do mundo. O adolescente quando reprovava no colégio, se suicidava. Hoje o Japão é a fotografia de Madonna. Ela foi considerada a rainha do Japão porque em 10 anos a música da Madonna transformou a cultura japonesa em uma cultura libertina, em uma cultura sensual, e assim a música influenciou uma nação inteira. A música influencia os EUA inteiro, o Brasil inteiro.

Eu já fiz libertação onde a gente só conseguiu expulsar demônio com uma música de adoração. Já vi libertação onde, toda vez que a pessoa ouvia uma determinada música secular, ficava endemoniada e o demônio dizia "não, ela é minha". Uma vez um demônio olhou para mim e falou assim: "você não pode me expulsar, ela me cultua". Eu disse: "como assim, ela te cultua? Ela é crente, ela toca no louvor". E ele disse assim: "Ela escuta as músicas que eu cômpus". Então são minhas experiências pessoais, entendeu? Deus se sente cultuado quando a gente canta as músicas dEle, assim como o diabo.

[...] Mas, assim, a tua adoração é formada de tudo que entra pelos teus ouvidos e pelos teus olhos, tudo que entra na tua alma quando você vai adorar. Deus sente o cheiro, eu creio. Muita gente não crê, mas eu creio num nível de adoração de pessoas totalmente consagradas ao Espírito Santo. Eu não páro para curtir, para escutar música secular. Eu já fiz muito isso, mas hoje faz 9 anos que não faço mais. Ah, mas é pecado escutar música secular? Não. Quem falou que é pecado? Não estou dizendo que é pecado, estou dizendo que é um principio, que eu e minha equipe seguimos e tem funcionado na nossa vida. E atribuímos o nosso sucesso a Deus, e ao nosso desejo de sermos consagrados. Nós somos meio fanáticos. Somos daqueles que, para beijar na boca, namoram. Quem quer, fica. Quem não quer, fica a vontade para fazer o que está no coração.

[...] “Sejam pequenos sempre. Se vocês forem pequenos, Deus poderá levá-los onde Ele quiser. Se forem muito grandes, começam a ocupar espaço.”

Entrevista completa:
http://ozielfalves.blogspot.com/2007/04/entrevista-filhos-do-homem_16.html

sábado, 23 de janeiro de 2010

Onde ninguém vê, seja curado.

Nesse instante estou acompanhando uma ministração ao vivo onde o povo clama "Médico dos médicos" em uma só voz. E a minha voz se juntou a deles. Tenho clamado por cura sim, mas uma cura que vai além da cura física e é tão ou mais importante. Há tantas pessoas feridas emocionalmente, feridas no seu relacionamento com Deus e com outras pessoas, feridas nos seus sonhos e gente que se fere constantemente por causa de si mesmo, da sua autocondenação.

Quando a Palavra diz em Is 53:5 que somos curados por meio do que Jesus sofreu, não costumamos imaginar a grandeza do significado dessa cura que é nossa por herança. Em cada palavra ou atitude que nos fere, podemos ser curados. Creio que a mania de reduzir os fatos a nada nos faz mais doentes. Passamos por situações que os outros julgam ser simples demais e, por isso, guardamos o que dói em nós. Não quero dizer que devemos colocar o foco nessas coisas, mas que o que nos faz mal não foi feito para permanecer em nós. Jesus levou sobre si e isso não deve ser em vão. De muito ajuntar pedras, a passagem será fechada. O que eu quero dizer é: a cada dia, permita-se ser curado. Antes que os dias passem e você ache que esqueceu, seja curado. Aquilo que te feriu não será esquecido até que seja liberto. Se você não entende, eu posso explicar melhor. Há pouco mais de três anos, eu fui liberta de uma palavra que me feriu há mais de cinco anos. Eu achava que tinha esquecido e que aquilo não tinha mais importância já que tudo estava bem, mas Deus me mostrou a verdade. Diante de pessoas, Ele me fez lembrar do que tinha esquecido e eu precisei perdoar para ser curada. Tanto tempo depois, não acreditei que poderia ser aquilo que Deus queria sarar em mim! O que nos fere hoje não precisa ser carregado por anos! Seja livre hoje.

Os nossos relacionamentos precisam ser curados. A transparência precisa prevalecer, o perdão precisa ser real e ser nosso diferencial. Precisamos ser curados não somente no que pensamos sobre as pessoas, mas também no que pensamos sobre nós mesmos. Ainda que falhos, somos alcançados pela graça de Deus que nos perdoa. Nós realmente não merecemos nada e somos nada, mas somos amados por Deus e isso nos faz muito. Do mais falho ao mais correto, somos amados e somos muito. Devemos mesmo nos sentir culpados às vezes para repararmos nossas falhas, mas autocondenação é uma mentira que temos sobre nós. Sabe, o prazer de Deus não está em pessoas que se julgam corretas, mas em pessoas que falham e se arrependem. Por essas, há festa no céu. O homem segundo o coração de Deus era falho, mas se arrependia. A palavra diz em Jr 29:11 que Deus é quem bem sabe os pensamentos que tem a nosso respeito e são pensamentos de paz, não de mal. Diante disso, como poderíamos nós nos autocondenarmos? Mas fazemos isso. Autocondenação não é humildade, é humilhação.

São tantas coisas que temos em nós que precisam ser curadas! Em tudo, podemos e devemos ser curados. A sua cura emocional, a cura dos seus sonhos, dos seus pensamentos, das suas atitudes, dos seus relacionamentos... Todas essas doenças tem uma única fonte de cura. A Sua palavra em Ez 47:9 garante que por onde Ele passar, trará vida e cura. Não se engane quanto a essa fonte... Não são festas, não são filmes, não são músicas, não são pessoas diferentes, não é uma distração momentânea qualquer. É Aquele que já levou sobre Si todas essas coisas, que já nos fez curados há muito tempo. Mas você precisa tomar posse hoje. A sua cura é seu direito e herança. Tão somente abra o seu coração e O mantenha por perto. Seja sincero quanto a sua dor assim que ela aparecer, se renda à presença dEle e será verdadeiramente curado. E você também vai aprender que o maior prazer não é ser curado, é tê-Lo presente para te curar.

Onde ninguém vê, seja curado. Fisicamente, Ele também pode te curar.
Ele é maravilhoso.

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Todo o crescimento está ...

"Sabe, recentemente, quando eu estava fazendo uma pesquisa geológica, notei uma coisa interessante a respeito da maneira como o mundo é feito. Nossa equipe escalou a montanha mais alta da região e a vista nos deixou emocionados. As experiências no alto da montanha são magníficas. No entanto, nessa altitude as árvores não conseguem sobreviver. No topo da montanha nada cresce, mas quando olhamos para baixo notamos uma coisa interessante: todo o crescimento está nos vales."

Mark W. Baker

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Viva Diante do Trono

Li, gostei e copiei pra cá. Confere aí:

O
nde você está agora? Está aí por opção ou obrigação? Viver em uma cidade é sinônimo de presenciar vários, aliás, milhares de fatos cotidianos. Pessoas trabalham. Pessoas vão à escola. Alguns matam aula. Uns se encontram ali, outros se desencontram acolá. Há os que vão à Igreja. Há os ateus.


Não sei como isso pode ser possível, mas existem pessoas que não gostam de música. Entretanto, há aquelas que não tiram o Ipod do ouvido. Estamos no carro, no ônibus, no metrô, na bicicleta, a pé. Estamos parados vendo outras pessoas se movimentarem. Compramos e vendemos. Compramos mais que vendemos, confesso! Odiamos os políticos. Amamos o último capítulo da novela. Escolhemos. Nossa, como escolhemos! Penso que uma das coisas mais corriqueiras do homem moderno é escolher: cheque ou cartão? Praia ou montanha? Casamento ou faculdade? Viagem ou festa? Coca-cola ou Pepsi?


Ficamos felizes. Outras horas, ficamos tristes. Sabemos que é preciso atravessar na faixa. Levantamos-nos para alguém com mais idade se sentar em nosso lugar. Bem, nem todos fazem isso! Rs... Na Segunda ficamos com preguiça porque temos a semana inteira pela frente. Na Sexta também, por não ter o que fazer. O percurso da Igreja é automático: chegamos, oramos, lemos um texto, louvamos, escutamos, oramos de novo e depois vamos embora. Assistimos TV. Navegamos na internet. Lemos jornais. Saímos de manhã e voltamos à noite. Ou então, saímos à noite e só voltaremos às sete do outro dia. Contamos os dias, as horas, os meses. Contamos o tempo. Queremos crescer logo, mas não queremos envelhecer nunca. Um paradoxo?

Uns existem. Outros existem e vivem muito bem sua existência nesta terra. Os lugares onde estamos nos revelam quem somos ou o que gostamos. No trabalho estamos por obrigação. Na igreja por opção.

É o seguinte: o que definirá nossa existência nesta terra e também na eternidade junto com Aquele que nos fez será uma opção. Bem simples, por sinal. Existe um trono. Deus está sentado nele. À sua direita o seu filho. Este último é também conhecido como “o caminho, a verdade e a vida”. Andar neste caminho, ser liberto por esta verdade e partilhar desta vida só depende de você. Independente de onde você esteja. Escolha. Faça. Ande. Cante. Louve. Estude. Ore.

Porém, não se esqueça de estar diante do trono em todos estes momentos. Veja bem, isso é opcional. Você não é obrigado. Todavia, é a garantia para que toda aquela descrição do cotidiano no começo desta crônica não seja vivida em vão. O trono está lá. Permanecer diante dele é uma escolha sua.

Fonte: Blog Renatto Manga - Crônicas Diante do Trono
http://www.renattomanga.com/search/label/CR%C3%94NICAS%20DT
Twitter do Autor: www.twitter.com/garotodovale
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Então vai pra cadeia.

"Não quer? Então vai pra cadeia. Muito mais fácil. Você come, bebe... Tudo de graça."

Foi o que disse uma menina para a sua amiga quando passaram por mim hoje. Duas crianças que andavam pela rua como se uma cuidasse da outra. Ela foi bem direta no que diz respeito a aceitar alguma coisa em favor do corpo mole. Aceitar a prisão é um tanto quanto improvável pra gente, mas às vezes é bem parecido.

Em situações que exigem um pouco mais da nossa ousadia pra que as coisas sejam melhores depois... Fazemos? Às vezes. Mas algumas vezes o medo cala. Então você prefere a prisão que não exige seu esforço.

Enfim, só quero me lembrar que quando existirem situações que exijam mais de mim para que se tornem melhores, devo fazer. E quero aprender a não me importar com o medo das reações. Por mais difícil que seja ousar, falar ou 'por a mão na massa', é melhor do que a prisão. Não fazer nada não ajuda em nada, me faz sentir realmente presa.

Foi isso o que passou pela minha cabeça naquele momento e escrevi logo pra não esquecer. Nem vou tentar acrescentar outras coisas. Tá tarde.

Até a próxima.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A Noite Perfeita...

"Acordei de madrugada essa noite chamando pelo meu Pai. Como uma criança que chama, no escuro, que anseia ser ouvida logo, e que alguém venha! Vontade incontrolável de estar com Ele. Não entendia muito bem aquilo, me senti patética, mas era mais forte que eu. Diferente das outras vezes, o sono não era nenhum impecilho, nem as circuntâncias me venceram. Era fome, sabe, desespero mesmo para encontrá-lo. Nem estava entendendo o que eu mesma dizia, e nem queria organizar as palavras. Não queria, não precisava. Eu estava chamando por Ele, e pensar em cerimônias para aquela hora me irritou. É o meu Pai! Só que muito antes que eu mesma chamasse, Ele já estava lá algum tempo esperando por esse momento. A sua presença enchia o quarto tão fortemente, como algo mais real do que tudo que já vivi, e nada mais importava ou fazia sentido algum. Falei tanto, por tanto tempo, coisas desordenadas, me calei às vezes, e percebi que aquilo era algo que jamais tinha vivido antes... E que eu jamais seria a mesma. Não queria falar aquelas mesmas coisas. De mim, das minhas inquietações, dos meus projetos em andamento, nem mesmo das pessoas por quem tenho orado ou me preocupo. Queria falar dEle, estar com Ele. Conversamos, conversamos, conversamos... Sem pretensão alguma! Até que me direcionou para a cama, como um Pai que encaminha uma criança teimosa que passou da hora, e eu fui... Ficou ali até eu dormir. Resmungando algo inacabado e ouvindo a chuva, dormi. Nunca houve paz semelhante... nunca! Agora entendo... Meu Pai me chamou, marcou um encontro comigo... A noite perfeita!"
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Eu não sei quem escreveu isso, mas queria muito que tivesse sido eu. Mais do que pela beleza do texto ou da forma sensacional que conseguiram descrever... Mas por esse momento descrito. Por ter o privilégio de passar por esse momento agora. Eu compreendo perfeitamente porque já tive a maravilhosa oportunidade de viver isso. Como é bom. Como é bom. Tá na hora de eu ir dormir... Essa noite ainda pode ser A Noite Perfeita. É a única coisa que eu desejo pra esse momento.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Nota de Falecimento

Faleceu, na vida dos negligentes e frios na fé, a dona "oração", que já estava enferma desde os primeiros séculos da era cristã.

Foi proprietária de grandes avivamentos bíblicos e de grande poder e influência no passado. Os médicos constataram que sua doença foi motivada pela "frieza de coração", devido à falta de circulação do "sangue da fé". Constataram ainda: "dureza de joelhos -não se dobravam mais, "fraqueza de ânimo" e muita falta de boa vontade.

Foi medicada, mas erroneamente, pois lhe deram grandes doses de "teologia da prosperidade", mudando-lhe o regime. O "xarope de reuniões sociais" sufocou-a. Deram-lhe injeções de "dinheiro", para ver se resolvia o problema, mas isso provocou contendas. Tentaram até mesmo introduzir uma sonda para que recebesse novos medicamentos, destes que estão sendo testados em várias cobaias chamadas "igrejas modernas", o que provocou confusão doutrinária, má circulação nas amizades, trazendo ainda rivalidades e ciúmes, principalmente entre os jovens.

Administraram-lhe muitas "programações diferentes", e comprimidos de "inovações". Até cápsulas de "brincadeiras" lhe deram para tomar. RESULTADO: morreu dona "oração"!

A autópsia revelou: falta de alimentação, como "pão da vida", carência de "água viva" e ausência de vida espiritual. Também foi constatado, através de familiares da falecida, que o caso foi agravado pela ausência de costumes simples como a oração pessoal, a participação nas reuniões de oração.

Em sua memória, a vida pessoal dos Negligentes, situada na Rua do mundanismo, número 666, estará fechada para as reuniões de quartas e quintas feiras. Aos domingos, participará de apenas uma reunião de manhã ou à noite, isso quando não houver dias de feriado, emendando o lazer de sexta a segunda feira.

Não permita esta cerimônia fúnebre em sua vida.


Extraido de : http://www.ja-online.net/
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Você é amigo? Você tem amigos? (Helena Tannure)

Palavras da Helena Tannure.
Amo o que ela escreve, fala, ensina... Confere, gente:

“Cada um de nós já se relacionou com centenas de pessoas que nunca nos olharam além de nossas aparências. Já nos relacionamos com centenas de pessoas que, ao olhar para nós, começam a calcular a nossa utilidade, o que poderão obter de nós. Temos conhecido centenas de pessoas que, mal nos vêem, fazem de nós um rápido julgamento, classificando-nos então em determinada categoria, para que não tenham que se relacionar conosco como pessoas. Tratam-nos sempre como se fôssemos menos do que somos, e, se nos relacionarmos constantemente com essas pessoas, nos tornaremos realmente menores!

Então, um homem ou uma mulher que não busca alguém para usar entra em nossa vida; ele, ou ela, é suficientemente paciente para descobrir o que se passa realmente dentro de nós, e é seguro o bastante para não explorar nossas fraquezas ou atacar nossas forças; e reconhece nosso direito à vida interior e a dificuldade que temos para viver inteiramente as nossas convicções íntimas. E então apóia e facilita o que há no fundo do nosso coração. Ele, ou ela, é um amigo.” ('Transpondo Muralhas', de Eugene Peterson)

Quando acabei de ler este trecho fui invadida por uma série de sentimentos e perguntas. Agradeço tanto a Deus porque tenho poucos, muito poucos, mas verdadeiros amigos, pessoas que ousaram me conhecer mais e me deram tempo para me expressar mesmo quando isso demandou paciência, horas e assuntos desagradáveis.

Vivemos dias de uma espiritualidade rasa. As pessoas se encontram nas igrejas, servem juntas durante anos em “ministérios”, mas amizades sólidas, capazes de suportar as diferenças, não são forjadas. Dá muito trabalho!

Você que está lendo este post agora, você é amigo? Você tem amigos?

Jesus escolheu doze e entre eles nos ensinou a verdadeira, imbatível e eficaz espiritualidade, simplesmente investindo em relacionamento.

Como diremos que somos cristãos (seguidores dos ensinamentos de Cristo) se estamos ocupados demais com a “obra” para investir nas pessoas?
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